segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Hiportermia

Rio de janeiro, 3 de setembro de 2008


Nem sempre quando o sol brilha seu calor atinge meu coração

Às vezes está frio, muito frio. HIPOTERMIA. Penso.

Às vezes chove, normalmente mais dentro do que fora de mim.

Afogo-me em pensamentos de momentos alegres que tivera


Frio, perdido, com medo, sem esperança me encontro, ou melhor,

Perco-me em mim mesmo.


Ainda lembro-me dos amanheceres de sol e calor ao seu lado;

Dos dias chuvosos e frios que me sentia aquecido e de bem com o mundo ao seu lado.

Lembro-me do gosto do café.

Lembro-me dos sons da rua; dos carros.

Lembro-me de nós a conversar ao adormecer e ao acordar.

Lembro-me ainda do dia passar e da certeza do nosso amor ter.


Hoje, tento esquecer todos os momentos, e pena não haver nenhum que

Tivesse sido ruim para que minha dor seja aliviada.

Tento me esquecer do café, do seu sorriso, do seu olhar, dos seus

Carinhos, de seu gosto, do seu cheiro e pior:

Tento ter a certeza de que você nunca me amou para que um dia

Eu deixe de te amar como

Te amo.

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