Caminhos não mais percorridos
Não mais pelos que a descansar estão
Casas, pequenas e grandes
Flores e Folhas a enfeitar
Os caminhos, os vãos que estou a fitar
Memórias – alegrias e tristezas
Não importa o dia
Sol ou Chuva
Quente ou Frio
A dor pode ser fazer presente
Ou então somente a saudade de um ente
Nas memórias o amor, a dor a recordação
De outrora vivida com ardor e com paixão
Com sentimento ou apenas uma simples afeição
De mães, pais, amigos, amores ou irmãos
Agramonte é seu nome
Estático é sua posição
O canto dos pássaros a ouvir se faz
Às vezes voraz, às vezes não
O perfume a exalar de suas flores; de seus jardins
Triste é o dia a amanhecer sobre seus casarões e casebres
Agonizante é a noite aparecer por de trás de suas sombras
A escuridão lhe cai bem
O dia por sua vez, apenas o torna estranho
Diante de ti, sinto-me impotente
E ao mesmo tempo, alegre
Por saber que indistintamente todos que ali estão
Estão todos iguais
Todos não podem mais ver os seus
Não mais podem sentir a dor, o amor
O frio e o ardor de amores perdidos
De amores conquistados
Não mais o são
Não mais o serão
Senão a si próprios
O silêncio da noite
A agonia do dia

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