quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Jardim dos Mortos


Caminhos não mais percorridos

Não mais pelos que a descansar estão

Casas, pequenas e grandes

Flores e Folhas a enfeitar

Os caminhos, os vãos que estou a fitar

Memórias – alegrias e tristezas

Não importa o dia

Sol ou Chuva

Quente ou Frio

A dor pode ser fazer presente

Ou então somente a saudade de um ente

Nas memórias o amor, a dor a recordação

De outrora vivida com ardor e com paixão

Com sentimento ou apenas uma simples afeição

De mães, pais, amigos, amores ou irmãos

Agramonte é seu nome

Estático é sua posição

O canto dos pássaros a ouvir se faz

Às vezes voraz, às vezes não

O perfume a exalar de suas flores; de seus jardins

Triste é o dia a amanhecer sobre seus casarões e casebres

Agonizante é a noite aparecer por de trás de suas sombras

A escuridão lhe cai bem

O dia por sua vez, apenas o torna estranho

Diante de ti, sinto-me impotente

E ao mesmo tempo, alegre

Por saber que indistintamente todos que ali estão

Estão todos iguais

Todos não podem mais ver os seus

Não mais podem sentir a dor, o amor

O frio e o ardor de amores perdidos

De amores conquistados

Não mais o são

Não mais o serão

Senão a si próprios

O silêncio da noite

A agonia do dia

Nenhum comentário:

Postar um comentário