quinta-feira, 27 de maio de 2010

NOVA


Uma atração proporcional ao inverso do quadrado das distâncias e tenho a colisão dos dois pontos...

Um ser renovado, reluzente que venceu a si próprio; que venceu seus medos, suas mentiras, sua solidão...

Um ser assimétrico e simétrico em si próprio em seu próprio espaço-tempo, fora e dentro de si...

Was ist das?

Warum ist das?

Das ist nicht!

Disforme e perfeito em si e anômalo aos olhos nus...

Uma Nova sem igual...

A ponta de um novo iceberg que apareceu já se tornando água límpida em um imenso mar azul...

A brisa da manhã ao tocar a pele virgem de um recém-nascido e de um moribundo ao nascer do Sol...

O sangue novo...

O sangue velho...

A saúde...

A doença...

A tristeza...

A alegria de ser algo que sempre fora e acabara de se tornar, em si e fora de si, alucinado em plena razão de ser...

Não quero choro nem vela!

Não quero choro nem vela!

Não quero lamentações!

Ninguém para pegar

Nas alças do meu caixão.

Não quero tristeza,

Dor nem perdão.

Quero apenas que me esqueçam!

Quero apenas as lembranças.

Quero apenas que não vão

Ao meu último momento

Em cima desta terra.

Que façam coisas melhores:

Saiam, divirtam-se,

Tomem cerveja!

Apenas vivam,

Enquanto vivos estão!

Eu, morto estarei.

Nada mais precisarei!

Não quero deixar tristeza;

Não quero que percam seu tempo comigo.

Não deve ser assim.

Não deve haver tristeza,

Apenas saudade.

Saudade da boa.

Saudade que aquece os corações!

Saudade que preenche as emoções!

Saudade que eterniza o mortal

Que todos nós somos...