
Sou o prazer da dor, a solidão da multidão, aquele que espera sem nunca ser esperado...
Sou aquele que por entre tantos passa e por tantos outros se quer será lembrado...
Sou apenas mais um dentre muitos que nada são, estão ou serão...
Sou o arrependimento esquecido...
A dor abafada...
A esperança outrora inglória esquecida...
Sou o princípio de tudo o que em mim finda e jaz...
Sepultado em plena consciência de ser aquilo que tanto me pergunto se sou...
Tento apenas tentar ser o que talvez nunca ousasse se soubesse que poderia...
Enfim o apagar de uma estrela...
O amanhecer na lembrança de algum moribundo...
O veneno desferido...
A dor...
A vontade que não se fez presente quando mais se precisou...
Apenas um mortal, imortal aos olhos de Deus...
Apenas um homem em fuga de si, em fuga...
Em fuga.

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