Condenado por aquilo que fiz
E lembro e pelo o que não lembro
Não sou bem quisto nem no céu
Nem no inferno
Tenho de aceitar minha missão
Tenho de aceitar quem sou
E o que não sou
Tenho de saber que a dor e o sofrimento
Talvez sejam minhas únicas companhias
E, portanto, devo contente com elas estar...
Não pertenço nem ao frio nem ao calor...
Preso no meio, no que não se pode distinguir
Talvez a virtude da verdade seja a mais dolorosa
Talvez haja condenados como eu
Basta saber onde eles estão
Não tenho as portas dos céus abertas
Nem as do inferno, se quer me são permitidas
Pois luto contra ambos
Luto contra o bem e o mal...

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