domingo, 28 de novembro de 2010

Sou apenas mais um condenado


Condenado por aquilo que fiz

E lembro e pelo o que não lembro

Não sou bem quisto nem no céu

Nem no inferno

Tenho de aceitar minha missão

Tenho de aceitar quem sou

E o que não sou

Tenho de saber que a dor e o sofrimento

Talvez sejam minhas únicas companhias

E, portanto, devo contente com elas estar...

Não pertenço nem ao frio nem ao calor...

Preso no meio, no que não se pode distinguir

Talvez a virtude da verdade seja a mais dolorosa

Talvez haja condenados como eu

Basta saber onde eles estão

Não tenho as portas dos céus abertas

Nem as do inferno, se quer me são permitidas

Pois luto contra ambos

Luto contra o bem e o mal...

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