domingo, 11 de julho de 2021

Para Manuela de Santos Gomes

Seus olhos, verde-mar.

Seus cabelos, raios-de-sol.

Sua pele, branco-luar.


Uma vida, existências afastadas...

Uma dor, uma tristeza, um erro...

A felicidade fora jogada...


O perdão que não veio.

A vida que se foi.

O ódio que se apoderou do coração em cheio...


O arrependimento daquele que traiu quem o amava.

A revolta da traída pelo amor seu.

Séculos de separação, dor, tristeza e obsessão...


Um dia, o Sol brilhará para ambos apaixonados...

A redenção a caminho está.

O passado no passado ficará...


O aprendizado elevar-nos-á.

A lua e o sol para nós hão de brilhar.

Nossos olhos se reencontrarão...


Nesse dia, haverá perdão.

Nesse dia, haverá amor.

Nesse dia, haverá redenção...


Deixe a tristeza para trás,

Sigamos em frente e para cima,

Elevemo-nos aos cumes da Luz...


Sejamos companheiros

Nesse caminhar por toda eternidade,

Seja qual for nosso papel um para o outro!


Deixo-te por hora

Sinta-se amada, pois nada além de amor,

Posso eu oferecer-te, hoje e sempre.

domingo, 28 de março de 2021

Talvez o Mar...

Talvez o Mar seja simplesmente

Lágrimas dalgum solitário deus, 

Dalgum coração pesado de tristezas.


Talvez o que vemos seja apenas água,

Mas o que não é a tristeza do outro

                                            para nós

Que não nada?


O Sol que ilumina, e para muitos

Alegrias traz,

A Dor e o Sofrimento

Atenua nos corações sôfregos.


Talvez o Mar seja apenas

Fonte de Inspiração e Tragédias

Ou simplesmente o Mar seja o Mar. 


Quem sabe outrora fora rio,

Fora córrego, riacho d'água

Doce e Alegre.


Quiçá fora Bálsamo para 

Corações partidos, mas que de tanto

                                Embalsamá-los

Tornou-se Sal de Lágrimas,

Fonte de Amarguras e Tristezas.


04 de janeiro de 2012.

Deixa-me

Deixa-me sempre à própria sorte,

Sorte essa que nunca me ocorreu!

Sinto-me esquecido,

Um grão desprendido!


Talvez seja essa minha sorte,

Desprendido sempre estar.

Esquecido e desprezado

À mercê do duvidável!


Quimeras não realizadas.

Sonhos não vividos.

A Realidade compreendida

Entre o Ideal versus o Realizado!


16 de dezembro de 2011.